Nesta novela satírica, o renomado médico Simão Bacamarte funda a Casa Verde em Itaguaí, um asilo para estudar e tratar doenças mentais. Inicialmente focado em casos graves, ele gradualmente expande sua definição de loucura até internar:
“Loucuras” progressivas:
Quem demonstrava ambição desmedida ou excesso de humildade
Pessoas com devocão religiosa excessiva
Amores não correspondidos e ciúmes passionais
Consequências sociais:
A população passa a viver com medo constante de ser internada
Costa, barbeiro que lidera revolta popular, é preso como louco
A esposa do alienista, Dona Evarista, é internada por vaidade
Clímax irônico:
Após internar quase toda a cidade, Bacamarte conclui que a verdadeira loucura é a razão excessiva
Interna-se voluntariamente na Casa Verde, tornando-se seu último paciente
Crítica machadiana:
✔ Sátira à ciência como novo dogma
Parábola sobre poder e normalidade
Ironia sobre quem define a sanidade
Personagens simbólicos:
Porfírio: político que usa a loucura alheia para ascender
Crispim Soares: boticário cúmplice do alienista
Para quem ler:
Quem aprecia ironia fina e crítica social inteligente
Interessados nas raízes do pensamento científico brasileiro
Frase emblemática:
“A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente.”